segunda-feira, 27 de abril de 2009

Repelente de Gente

Adriano era uma criança que não gostava de gente. Isso desde muito pequeno, quando ainda usava fraldas. Odiava quando alguma velha chegava perto, quase encostando o rosto ao dele, com um sorriso assustador, dizendo que bonitinho, que gracinha, qual o sexo?, apertando suas bochechas com mãos cheirando a igreja e Monange, e chamando outras velhas iguais para que fizessem a mesma coisa. Odiava também os velhos bêbados, falando muito mais alto que o necessário, cuspindo em cima dele, e perguntando pra que time ele torce?, e se a resposta fosse um time que não o deles eles vaiavam, gritando que não, ele tinha que ser flamenguista, e se o time fosse o mesmo era pior ainda, o pegavam no colo, gritando esse é campeão ou qualquer coisa parecida. E o deixavam fedendo a Brahma, ele que mal sabia o que era cerveja, ou futebol. Com as outras crianças não era muito diferente. O irritava como elas estavam sempre falando, balbuciando, correndo, pareciam não conseguir ficar sentadas um minuto sequer, matando insetos e comendo minhocas, como ele gostava de fazer. E choravam à toa, tudo era motivo, se ele puxava o cabelo de alguma, se socava outra por ter olhado para ele de jeito estranho, tudo terminava num berreiro insuportável. E ele evitava todas elas o máximo que podia, mas com a pouca idade que tinha era difícil evitar pessoas. Pai, mãe, família, desconhecidos, sempre tinha alguém por perto, vigiando para que ele não colocasse nada na boca e morresse sufocado, parece que isso acontece muito, crianças colocando controles-remotos na boca e morrendo sufocadas, porque sempre que ele enfiava o controle-remoto na boca vinha alguém desesperado para tirar. Por que ele não podia botar o controle na boca? Porra, ele gostava de colocar o controle-remoto na boca, que mal tinha nisso? Por que não o deixavam em paz? Era essa falta de liberdade que matava.

Quando dormia Adriano sonhava sempre os mesmos sonhos, ele sozinho, num gramado cheio de minhocas, sem ninguém por perto, principalmente velhas, ele odiava especialmente as velhas, e ele lá ficava, desenterrando minhocas e comendo, e a vontade que tinha era de ficar ali para sempre, sem nunca mais ver outra pessoa na vida. Até que batia a fome, ele acordava e chorava, e vinha sua mãe, o pegava no colo, colocava um seio pra fora e na boca de Adriano. Aquele era o único momento em que ele se sentia feliz e confortável com outra pessoa, quando mamava em sua mãe. Até que ficava satisfeito, largava o seio materno, e a presença dela já começava a incomodar, só o que queria era ser deixado sozinho novamente. Talvez a única pessoa que ele gostasse fosse mesmo a sua mãe, mas gostava dela principalmente em dois momentos: quando o estava amamentando, e quando o colocava de volta no berço e o deixava sozinho.

Adriano começou a buscar formas de afastar as pessoas dele. Uma era o choro. Qualquer um que vinha para falar, brincar, tocar nele, ele instantaneamente começava a berrar, e parava como se nada tivesse acontecido quando a pessoa se afastava. Uma técnica falha, já que seu choro não parecia afastar a maioria das pessoas, apenas fazia com que elas o tocassem ainda mais, o pegando no colo, assoprando seu rosto, fazendo sons estranhos com a boca, pedindo para que ele parasse de chorar. Além do que odiava crianças chorosas, e não queria se tornar o que odiava. Outra técnica era o xingamento. Mal sabia falar, mas fez questão de aprender apenas palavras que pareciam ofender os outros. A principal era babaca, foi a que ele aprendeu mais rápido. Funcionava com algumas crianças, ele olhava sério para o rosto delas, e dizia vagarosamente para que fosse bem compreendido: ba-ba-ca. Então elas diziam babaca é você, vai tomar banho, feio, e saíam de perto, algumas até chorando. Mas a maioria das crianças não entendia o que babaca queria dizer, portanto o efeito era nulo. Com os adultos também não funcionava bem, ele queria ofender mas todos achavam que ele só estava sendo engraçadinho. Ele se esforçava, fazia a cara mais séria e cheia de ódio que podia, olhava no fundo dos olhos do adulto e dizia: ba-ba-ca. Mas todos caíam na gargalhada, como se quem tivesse dito fosse o Ronald Golias, o que só o deixava mais irritado ainda, e assim desistiu dos xingamentos. Parecia cada vez mais difícil ser deixado sozinho.

Certa vez estava sentado em casa, tranqüilamente brincando com a poeira do carpete, quando chegou uma tia para visitá-lo. Ou era sua avó, ou tia-avó, não sabia, para ele todas as velhas eram iguais, com suas bolsas gigantes e vestidos de viscose. Ela foi correndo falar com ele, com um sorriso gigante e uma voz muito mais fina que o necessário, o pegou no colo e o cobriu de beijos, e Adriano desesperançoso suportava aquilo resignadamente, sem esboçar qualquer reação, apenas torcendo para que a velha fosse embora o mais rápido possível. E estava ele no sofá, no colo da velha, ela brincando o tempo todo com ele, mexendo com seus braços, esfregando sua barriga, quando sentiu uma vontade incontrolável de cagar. Nessa idade toda vontade de cagar é incontrolável, portanto ele apenas relaxou e deixou que saísse, sem pensar muito no assunto. Qual não foi sua surpresa quando a velha se levantou num susto, segurando Adriano afastado de seu corpo, e disse:

- Ai, fez cocô no meu vestido...

Aquele foi um momento revelador para Adriano. Nunca mais esqueceu aquelas palavras. Imediatamente sua mãe o pegou no colo, pedindo desculpas para a velha, dizendo que não sabia porquê a fralda tinha vazado, e a velha respondia que tudo bem, acontece, mal conseguindo esconder a irritação por ter que voltar para casa fedendo a cocô de neném. Enquanto a velha foi ao banheiro amenizar a sujeira, sua mãe o levou para o quarto, trocar sua fralda. E era justamente isso o que ele queria, se livrar da velha, e conseguiu fazendo o que para ele era a coisa mais natural do mundo, uma das poucas coisas que ele sabia fazer. Sua mãe voltou com ele para a sala, a velha estava sentada no sofá ainda passando um papel toalha úmido no vestido, e a mãe disse para ela que agora sim ele estava limpinho, e a velha o pegou de novo no colo, um pouco preocupada, dizendo nossa, que menino cheiroso. Então ele se concentrou, juntou suas forças, e com muito esforço conseguiu dar outra cagada. Dessa vez não escorreu para o vestido, mas era impossível não sentir o cheiro. E como mágica o que ele queria aconteceu de novo: foi tirado do colo da visita e levado de novo para o quarto para ser trocado, aos sons de esse menino tá impossível, o que ele comeu?, nada de mais, eu acho. Nunca imaginou que algo tão simples pudesse ser a chave para sua liberdade. Por que aquilo afastou tanto a velha, se tudo o que ele fazia era adorável para ela e para todos? Se bocejava era bonitinho, se choramingava era uma gracinha, se xingava todos riam, então porque quando cagava, algo que era produzido inteiramente por ele, que era só ele, mais ninguém, a sua obra mais individual, por que aquilo não era bonitinho também? Para ele não fazia sentido, por isso nunca pensou nessa possibilidade, mas agora isso não tinha importância, o importante é que finalmente havia achado um jeito de se livrar das pessoas, de afastar todos dele, e estava disposto a usar isso sempre que possível. Isso foi antes de completar dois anos.

Rapidamente aprendeu a controlar a vontade de cagar, era capaz de acumular bosta por dias, apenas para soltar no tempo certo. No seu aniversário de três anos, por exemplo. Nas semanas antes do aniversário seus pais comentavam com ele como fariam uma grande festa, e todos viriam, muita gente, tudo o que ele menos queria. E ele dizia para eles que não queria, queria ficar sozinho, não gostava de muita gente, mas os pais ignoravam, tinham certeza que na hora ele adoraria, e passaria o dia brincando e correndo com seus primos e amiguinhos. Foi o que fizeram. Alugaram um grande salão, decoração de power rangers, convidaram mais de duzentas pessoas, familiares, amigos, vizinhos, gastaram um dinheiro que não tinham, tudo pela alegria do filho, um filho estranho que raramente parecia alegre. Decidiram que seria uma festa surpresa. O levaram para o salão quando a maioria dos convidados já estava presente. Lá dentro tudo escuro, todos em silêncio, seus pais abrem as portas do salão, acendem a luz e todos gritam surpresa! Ele pára assustado, olha para aqueles rostos, todos conhecidos, todos de quem ele queria ficar afastado o máximo possível, e agora estão todos juntos, e todos iriam falar com ele, um a um, era o seu pior pesadelo. Não teve dúvidas, antes que o primeiro familiar chegasse até ele para entregar um presente e dar um beijo carinhoso, ele se livrou da mão da mãe, subiu na mesa, arriou a bermuda e descarregou sua bosta acumulada de vários dias, guardada exatamente para aquele tipo de emergência. Caiu tudo sobre o bolo, bem em cima do power ranger vermelho e da vela de três anos. O bolo era de chocolate, o que só deixou tudo mais confuso e grotesco. Na festa muitos gritavam, algumas crianças vomitavam, bêbados riam descontroladamente, as avós de Adriano estavam desesperadas, e choravam com o fato que comprovava que o neto delas realmente era doente, ou doentinho, por se tratar de uma criança. O pai correu para a mesa para bater em Adriano, mas a mãe não deixou, era a única que parecia calma, pegou o garoto no colo, e o levou para o banheiro para lavá-lo. De dentro do banheiro dava para ouvir a confusão na festa do lado de fora, as avós inconsoláveis, chorando, qual é o problema desse garoto, meu Deus?, e dentro do banheiro sua mãe o lavava, tentando manter a calma.

- Por que você fez isso, meu filho?
- Eu não gosto de gente.

Ela abriu a boca para uma resposta, mas nada saiu, abaixou os olhos lacrimosos e o continuou lavando. Quando ela levantou o rosto para limpar o rosto dele, não sabia como aquilo tinha ido parar até no rosto, ele olhou nos olhos dela e disse:

- Eu gosto mais assim.

Ela entendeu de certa forma o que ele queria dizer, e pareceu reconfortada, dando nele um forte abraço.

- Eu não vou voltar lá.
- Eu sei, meu filho.

E o levou dali direto para casa, sem falar como ninguém. Foi a última festa de aniversário que fizeram para ele, como ele queria.

Depois disso o levaram para um psicólogo, para muitos psicólogos, mas de nada adiantava, ele não respondia a nada que os psicólogos perguntavam, apenas um eventual porque eu não gosto de gente, e boa parte dos psicólogos simplesmente desistia, e durante a consulta o deixavam lá sentado no divã, desenhando, brincando sozinho, até que a hora da consulta acabasse e eles recebessem o pagamento. Em pouco tempo seus pais se separaram, o pai os abandou, não suportou a situação do filho, e ficaram só ele e sua mãe em casa. Aos cinco anos o colocaram na primeira escola, e a idéia de ter que passar o dia inteiro convivendo com crianças grudentas o apavorava. Mas não criou caso com a mãe quando ela o arrumou para o primeiro dia de aula, o uniforme limpinho, o cabelo penteado. Ele entrou na escola, subiu para a sala acompanhado da diretora, ela o apresentou à turma, e todos o olhavam, ele odiava quando todos o olhavam, a professora o cumprimentou carinhosamente, e o levou para sentar no fundo da sala. Se sentou, e quando a criança que estava à sua frente se virou e perguntou amistosamente qual o seu nome?, ele simplesmente se pôs de cócoras sobre a cadeira, e uma menina deu um grito, alto o suficiente para toda a escola ouvir:

- Tia, ele tá fazendo cocô!

A tia veio, viu a cena, soltou um ai meu Deus, pegou Adriano pela mão e o levou para o banheiro.

- Que é que houve, Adrianinho? Dor de barriga?
- Não, eu só não gosto de gente.
- Mas por que não? Poxa, a gente não te tratou bem? Não foi legal com você, e...

E, sobre o chão do banheiro, Adriano cagou ainda mais quando ela disse aquilo. A professora olhou para o seu rosto e ele estava com a expressão mais séria que conseguia fazer, uma expressão que não se costuma ver em crianças. Ela também fechou o rosto, se calou e continuou limpando.

- Moleque escroto filho da puta...

Foi expulso de muitas escolas, estudava em mais ou menos três por ano, mas ainda assim passava de ano, não entendiam bem como. Parecia indiferente, distante a tudo, mas sabia de muito, sabia mais que todas as crianças de sua idade. À medida que foi ficando um pouco mais velho parou de cagar no chão, ou nas calças, aquilo já parecia nojento e grotesco demais para ele. Com oito anos criou um método novo. Pegava um pedaço de pau, ou um cabo de vassoura, e esfregava em um cocô de cachorro. Colocava aquilo dentro de um saco plástico e dentro da mochila. Então, quando alguém na escola, ou na rua, o importunava de qualquer forma, o tirando de sua solidão, ele simplesmente puxava o pau cagado e o agitava na direção da pessoa, como se agita uma tocha acesa na direção de um animal selvagem. Sempre funcionava. Claro, tinham as gozações, os gritos de cagão, comedor de bosta, mas poucos se atreviam a chegar perto dele, e manter as pessoas distantes era só o que ele precisava, não se importava com as conseqüências.

Assim foram se passando os anos, e as escolas. Nessa época tinha em torno de doze anos, e Adriano sempre voltava para casa de ônibus, sentado em um banco sozinho, porque fazia questão de ficar sempre segurando na mão o cabo de vassoura cagado quando estava no ônibus, para que ninguém sentasse ao seu lado, mesmo que isso significasse muitas vezes a sua expulsão do ônibus, às vezes de forma violenta, e ainda que muitos motoristas já nem o pegassem mais no ponto, mesmo com outras pessoas fazendo sinal ou querendo parar ali. Mas certo dia, entrou um homem estranho no ônibus em que ele estava. Um homem sujo, barbudo e cabeludo, que pareceu não dar importância ao pedaço de pau cagado de Adriano, e se sentou bem ao seu lado, com o ombro direito tocando o esquerdo de Adriano. Adriano, que como sempre estava distraído, se assustou quando percebeu a presença do mendigo. Olhou para o homem, que sorria para ele.

- O que você está fazendo?
- Nada. Só estou sentado.
- Mas não está vendo o pedaço de pau cagado na minha mão?
- Sim.
- E?
- Não me incomoda, também estou sujo.

Aquela resposta preocupou Adriano, nunca a havia recebido de ninguém. Então virou novamente para o homem, e soltou sua frase:

- Eu não gosto de gente.
- Gosta. Gosta sim. – disse o mendigo com um sorriso.
- Não... Não gosto!
- Gosta. E eu gosto de você.

E colocou a mão direita na perna de Adriano, com um olhar e sorriso carinhosos, piedosos, que encheram o espírito de Adriano com uma alegria, um amor e uma esperança que ele nunca havia sentido antes.

Esse homem era Jesus.









Tudo bem, é mentira, não era Jesus, era um mendigo sujo e bêbado, que como todo mendigo bêbado estava meio bicha, e tinha o pênis meio ereto quando colocou a mão sobre a coxa de Adriano, que não percebeu isso, e para ele não importava, pois aquele homem o fez perceber que ele nunca deixou de gostar de ninguém, pelo contrário, ele amava a todos, ninguém amava mais as pessoas do que ele, se as espantava era por medo, por medo do próprio sentimento, que era tão forte que para ele parecia antinatural, e que por isso ele sempre o reprimiu o máximo que pôde, e por isso ele sempre quis as pessoas o mais distantes dele possível. Mas agora não tinha mais volta, o mendigo despertou nele algo incontrolável, um amor acumulado de doze anos, que agora jorrava dele como nenhuma merda acumulada dele já jorrou. E ele abraçou o mendigo, e o beijou, mesmo com o gosto podre que aquilo deixou em sua boca. Saltou do ônibus e foi correndo abraçar a primeira velha que viu. Ah, como gostava das velhas! Do cheiro de naftalina que tinham, das balinha de menta, e dos vestidos de viscose que usavam, poderia passar um dia inteiro abraçando uma velha num vestido de viscose. Todos na rua olhavam para ele assustados, a velha não entendeu e começou a gritar por socorro, que era um tarado, e homens começaram a correr em sua direção, e Adriano fugia deles rindo, rindo como nunca riu antes, gritando para os mesmos que o perseguiam eu amo vocês, que, confusos, pararam de perseguí-lo. Chegou em casa e deu o abraço mais demorado de sua vida em sua mãe, dizendo eu te amo, e chorando, os dois chorando. Pegou o caderno de telefones da mãe e ligou para todos da família, de Ana a Zelda, e para todos pedia desculpas, e dizia como os amava, e os elogiava sempre de forma certeira, dizia qualidades de pessoas que mal conhecia que nem as que conviviam com elas há trinta anos percebiam. Passou a organizar festas, para compensar todas as que não foi e todas as que não teve, e nas festas falava com todos, e passava horas com a mesma pessoa, e o tempo da festa para ele não era suficiente, pois ele queria dar mais atenção a cada um, passar mais tempo com eles. Muitas vezes aparecia de surpresa na casa das pessoas, primos distantes, vizinhos, conhecidos, e era capaz de ficar até ser expulso, e se não fosse expulso era capaz de dormir na casa da pessoa, tamanho o amor que sentia. Agora ele era para todos muito mais louco do que antes, muitos diziam mesmo que preferiam quando ele era o garoto-bosta, mas ele não se importava, não era isso que diminuiria o amor que sentia por todos. Parecia mesmo o homem mais feliz do mundo, e apesar dos outros começarem a evitá-lo, para Adriano o importante é que, não importava quem fosse, nunca mais afastou ninguém dele.

Quer dizer, isso até os vinte e poucos anos, quando começou a fumar cachimbo.

6 comentários:

Cristianosor disse...

Se você tivesse terminado o texto com "Esse Homem era Jesus" Seria muito mais engraçado. A explicação seguinte tirou um pouco a graça.

LP disse...

Se eu tivesse terminado na parte de Jesus o texto não teria sentido algum. Aquilo foi só uma piadinha. Porque a intenção não é só ser engraçado, se fosse eu teria falhado miseravelmente. Mas valeu, críticas são benvindas.

REG disse...

hahahahha, muito bom.

Aline disse...

Gostei, foi o primeiro post que li aqui...

Luiz Carlos Filho disse...

Muito bom!
Já faz um tempo que eu curto seu blog, só passei um tempo sem ler... construindo o meu próprio! Sim, e recomendo a ficção que estou escrevendo para quem gosta de leitura e pra quem curte o RG.

Inclusive, LP, gostaria de propor uma parceria, até porque já coloquei seu blog na minha listas de melhores blogs... Qualquer coisa é só conferir aí:

www.kathegetesomega.blogspot.com

Diz aí o que vc acha!

El hombre maíz disse...

Lembra um pouco o personagem do livro "Precisamos falar sobre Kevin", não sei se você já leu.