segunda-feira, 30 de julho de 2007

Da Série Profissões Alternativas: O Matador de Ilusões

- Foi a senhora que me chamou?

- Sim, doutor Amâncio, eu mesma. Mas o problema não é comigo, é com a minha filha.

- E qual é o problema dela?

- Bem, doutor, o problema é que ela quer muito ser modelo.É o sonho da vida dela, não pensa em outra coisa.

- Já entendi: ela quer ser modelo, mas é horrível e nunca vai conseguir.

- Horrível?! Quem disse isso? Saiba que minha filha é lindíssima! Lindíssima, ouviu bem!?

- Tudo bem, tudo bem... Mas, se ela é linda, por que a senhora quer que eu acabe com o sonho dela de ser modelo?

- Ah, doutor Amâncio, por que ela já está tentando há doze anos, e até agora nada! Nenhum trabalhinho! E ela não faz mais nada da vida, tão forte é a ilusão de que vai ser uma modelo famosa. E isso significa despesas pra mim. Ela não trabalha, não estuda, nunca ganhou um tostão, e gasta uma fortuna com roupas e maquiagem. E só esse mês que acabei de pagar o book que ela fez ano passado. Mil e oitocentas pratas, doutor, mil e oitocentas pratas!

- Caro, não? Bem, vou falar com ela, onde ela está?

- Segunda porta à direita, o nome dela é Amanda. Boa sorte, doutor.

- Obrigado.

Toc,toc.

- Pode entrar.

- Obrigado. Ah, desculpa, acho que entrei no quarto errado. Onde fica o quarto da Amanda?

- Aqui mesmo.

- Ah, é? E onde está ela, no banheiro?

- Não, sou eu mesma.

- Você? Você porra nenhuma, sua mãe disse que a Amanda é lindíssima, acha que me engana?

- Pois é... Sou eu mesma...

- É você?! A que quer ser modelo?!

- Sim...

- Hahaha, puta que o pariu! Essa foi boa, a gente se diverte muito nesse emprego... E você acha que vai ser modelo com uma cara dessa, mocoronga? De onde você tirou uma idéia dessas?

- Ora, isso é só sua opinião, não tem nada de errado com o meu rosto...

- Nada de errado? Não tem é nada de certo! Parece até que bebeu porra e não gostou!

- Mas e daí?! Saiba que o mercado da moda gosta de modelos exóticas, que não necessariamente tem uma beleza clássica, e eu sei que têm muitos trabalhos por aí que eu poderia estar fazendo.

- Como o quê? Modelo do Teleton? Não, nem isso, porque ao invés das pessoas sentirem pena, sentiriam nojo! Não doariam porra nenhuma!

- O quê?! Mas que filho da puta... Quem o senhor pensa que é pra me dizer isso?!

- Eu sou o doutor Amâncio, o matador de ilusões, e estou aqui para te ajudar. Você está presa em um sonho que nunca vai se realizar.

- Mas por que não? Eu sou bonita, magra, carismática, tenho tudo!

- Não, Amanda, não. Você é horrível, gorda, antipática, e nem uma anorexia nível cinco te ajudaria. Você é patética, e deveria parar de tentar ser o que não pode ser.

- Mas, mas... Ninguém nunca me disse isso antes....

- Por pena, Amanda, por pena. Mas eu não tenho pena, e foi por isso que sua mãe me chamou aqui, para que eu diga a verdade que ela não tem coragem de aceitar. Estou aqui pra te dizer que você nunca vai ser modelo, e deve desistir o quanto antes desse sonho.

- Mas eu sou uma pessoa especial, eu sei que sou!

- Foi sua mãe quem te disse isso, não foi?

- Foi...

- Claro, sempre as mães... Quando elas vão perceber que seus filhos são tão especiais quanto um cu de macaco? Olha, Amanda, você não é especial. Você não vai ser a próxima Gisele Bundchen. Deus não traçou um destino bonito para você. Você não é bonita. Você é uma idiota, como a maioria das pessoas desse mundo. Portanto, desista dos seus sonhos que nunca vão se realizar e comece a viver, entendeu? A viver!

- Mas eu nunca pensei em ser outra coisa a não ser modelo, o que eu vou fazer da minha vida agora?!

- Sei lá, arruma um emprego e para de dar despesas pra sua mãe! Você é formada?

- Não, larguei a escola na segunda séria pra investir na minha carreira de modelo...

- Tssss, fica cada vez pior... Bem, o que eu posso dizer? Vai tentar ser faxineira, caixa de mercado, puta... Não, puta não, você como puta morreria de fome.

- Ai, meu Deus, eu nunca pensei que fosse tão feia!

- Mas é. Então estamos acertados, seu sonho de ser modelo está morto, não está?

- Claro que está, filho da puta! Claro que está!

- Maravilha. Bem, meu trabalho aqui está feito. Até mais, mulher elefante!

- Ae, mes Deuch!(Chorando sem conseguir pronunciar as palavras)

- E então, doutor Amâncio, como foi?

- Ela está totalmente curada, senhora.

- Ai, graças a Deus! Quer dizer que ela já desistiu de ser modelo?

- É possível que desista até de se olhar no espelho.

- Ai, que bom... Mas ela está chorando muito, não?

- Está, e deve continuar assim pelos próximos dois dias. Mas não se preocupe, isso é normal quando as pessoas têm suas ilusões assassinadas. E caso ela tenha uma recaída, use isso.

- A bíblia? E que parte eu devo ler pra ela?

- Nenhuma, é só dar com o livro na cabeça da monstra pra ela parar de ser otária.

E, curada de suas ilusões, Amanda ficou livre para fazer uma belíssima carreira como caixa de hipermercado. Hoje vive muito feliz com seu marido alcoólatra e desempregado e seus sete filhos clinicamente imbecis em um apartamento de dois quartos no Andaraí. Tudo graças ao doutor Amâncio, o matador de ilusões, de quem recebe um cartão de natal todo ano, lembrando-a: “Você é tão especial quanto um cu de macaco!”.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Uma Noite Com João

- Você tá falando sério? Você quer mesmo dar pra mim?

- Claro, Joãozinho, eu sou louca por você!

- É mesmo, é?

- Sim, meu amor!

- Tá...

- Por que, môzinho? Algum problema?

- Não, não, nenhum... Só que você é a Silvia Saint... A porra da Silvia Saint! E pra mim é meio difícil acreditar que a Silvia Saint quer dar pra mim.

- Pois saiba que homens gordos de meia idade são os meus favoritos. Eu tô louca de tesão por você, João...

- Aliás, onde você prendeu a falar português?

- Escuta aqui, meu filho, você vai me comer ou vai ficar fazendo perguntinhas idiotas? Eu sou a porra da Silvia Saint, merda! Me come logo!

- Meu Deus, você tem razão! A porra da Silvia Saint querendo me dar, e eu aqui fazendo perguntinhas idiotas! Foda-se de onde você veio e como você me conhece, eu vou comer a Silvia Saint!

- É assim que se fala, Joãozão! Agora vem cá, vem...

- Ah, nem acredito, a Silvia Saint! Ai, Silvia... Isso, assim... Ai, que beleza... Mais pra esquerda, mais pra esquerda... Isso... Na patela, na patela! Aí, aí... Ai, que gostoso... Isso, tira minha calça, vai... Devagarzinho... Caralho, cara, é a Silvia Saint, cara, nem acredito! Isso, Silvia, assim, vai tirando minha calça, vai... Vai tirando... AAAAAAIIIIIIIII!!! AAAAAAAAAAIIIIIIIIII!!! O QUE É ISSO?! O QUE É ISSO?! PELO AMOR DE DEUS, O QUE É ISSO?!

- Que foi, Joãozinho?

- Como assim, o que foi?! Você não tá vendo?! Tem um guarda chuva no lugar do meu pau! Um guarda chuva no lugar do meu pau! Do meu pau, merda, do meu pau!

- Ora, e daí?

- E daí?! E daí?! E daí que eu tô com um guarda chuva no lugar do meu pau! Cadê o meu pau, meu deus, cadê?!

- Calma, João, calma, isso é uma coisa normal...

- Normal? Você tá louca?! Tem um guarda chuva no lugar do meu pau, filha! Um guar-da chu-va! Isso é normal?!

- Claro, nos sonhos tudo é normal!

- Nos sonhos? Ah, eu já devia imaginar... Eu tô sonhando, né?

- Sim, Joãozinho.

- Mas é claro que estou, é claro... E eu cheguei a pensar que ia realmente comer a Silvia Saint, meu Deus! Haha, que idiota... Alegria de pobre dura pouco, mesmo. “Homens gordos de meia idade são os meus favoritos”, essa foi boa, Silvia, muito boa.

- Obrigada, João. Mas o mérito é seu, eu sou apenas uma cria do seu sonho.

- É verdade, é verdade...

- Mas e então? Vai me comer ou o quê?

- O quê, assim? Com um guarda chuva no lugar do pau?

- Ora, por que não? Nos sonhos vale tudo, bobo.

- É, é verdade... Bem, vamos lá. Mas peraí... Se você é cria do meu sonho e eu vou te comer, isso significa que eu vou estar fodendo a mim mesmo? E com um guarda chuva?

- Bem, não sei, eu...

- Com licença, senhor. Boa noite e desculpe invadir o seu sonho.

- E essa, agora... Quem é você?

- Está aqui o meu cartão.

- “Wanderlei, o assaltante de sonhos”? Que merda é essa?

- Sim, senhor, eu assalto sonhos. Agora, se me der licença, vou levar essa Silvia Saint para o meu harém, e... PELO AMOR DE DEUS, O QUE É ISSO?!

- Isso? Ah, sim, é um guarda chuva. Ele está com um guarda chuva no lugar do pau.

- Um guarda chuva? Olha, rapaz, já faz tempo que eu estou nesse negócio, mas é a primeira vez que eu vejo isso...

- Pois é. Cara estranho, né?

- Muito interessante, um guarda chuva no lugar do pau, muito interessante...

- Mas enfim, vamos?

- Aonde?

- Para o seu harém, ora!

- E você acha que eu vou levar você, podendo levar um cara com um guarda chuva no lugar do pau? Mas você deve estar louca!

- Mas... Eu sou a porra da Silvia Saint, merda!

- E daí? Nem pau você tem! E ele tem um guarda chuva, minha filha, um guarda chuva!

- Mas...

- Chega de mas! Venha, João, vamos para o meu harém, e não se misture com essa mocréia invejosa.

- É, sai daqui, mocréia invejosa!

E deixaram Silvia sozinha, chorando, perdida para sempre em um sonho estranho. Ela nunca pensou que ser uma mulher de sonhos pudesse ser tão frustrante.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Da Série Profissões Alternativas: Assassinos de Aluguel VIP Deluxe

- Assassinos de aluguel VIP deluxe, com quem eu falo?

- Aqui é o Carlos... Aí que é da Assassinos de aluguel VIP Deluxe?

- Foi o que acabamos de dizer, senhor. Em que podemos ajudar?

- É que eu estava pensando em matar minha mulher, e vi o anúncio de vocês no jornal. Aqui tá escrito que vocês “matam com glamour”, como é isso?

- Bem, senhor, nós nos diferenciamos por dar à vítima um tratamento VIP, transformando a morte do seu ente querido em uma experiência agradável e inesquecível.

- Ah, é exatamente o que eu estou procurando. Afinal... Tudo bem, eu quero matar minha mulher para ficar com a sua herança e fugir para o Panamá com minha amante vinte e cinco anos mais nova? Quero, mas nem por isso quero ver ela sofrendo. A Marta é a mãe dos meus filhos, porra! Eu quero que ela morra com dignidade!

- E foi exatamente por isso que criamos esse serviço, senhor. Que tipo de morte o senhor tem em mente, senhor?

- Não sei... Talvez alguma coisa na Europa, a Marta adora a Europa.

- Um pacote na Europa que está saindo muito é o Jim Morrison, senhor.

- Jim Morrison?

- Sim, senhor. Nós levamos ela para Paris, e simulamos uma morte misteriosa, numa possível overdose de heroína, na banheira de um hotel cinco estrelas. Uma morte bastante glamourosa, com ar de rock star.

- Não, não, isso não é muito a cara da Marta... Que mais vocês têm na Europa?

- Temos o pacote terrorista, senhor. Mandamos ela para Londres e simulamos um ataque terrorista em que ela seria o único alvo. Assim ela morreria como uma verdadeira vítima do terrorismo, seria conhecida mundialmente, receberia várias homenagens, como músicas do Elton John, e, quem sabe, talvez até virasse santa.

- Não, não... A Marta é atéia e odeia o Elton John... E nos Estados Unidos, vocês têm alguma coisa?

- Temos a morte Marilyn Monroe. Induzimos uma overdose de remédios para dormir nela, e deixamos seu corpo com uma linda camisola de seda e jóias caríssimas, para ser encontrado pela camareira do hotel. Sem dúvida uma morte muito romântica e glamourosa, lembrando a Hollywood dos tempos dourados.

- Perfeito! A Marta adora a Marilyn Monroe, fez quinze plásticas para ficar parecida com ela! Tá certo que ela ficou a cara da Rogéria... Mas ela adora a Marilyn Monroe! Ah, é isso mesmo que eu quero para a mulher que eu amo e quero ver morta... Por quanto sai esse?

- Esse pacote, com todas despesas incluídas, vai estar saindo por trinta e cinco mil e setecentos, senhor.

- Quanto?

- Trinta e cinco mil e setecentos, senhor.

- Trinta e cinco mil e setecentos?

- Trinta e cinco mil e setecentos, senhor.

- Sei... É, o preço tá um pouco alto... Realmente não esperava tanto... É, tá bem alto, mesmo...

- Sinto muito, senhor, mas o assassinato VIP Deluxe não é algo barato.

- É, tô vendo... Bem, acho que vou ter que achar alguém mais barato... Mas obrigado mesmo assim.

- A Assassinos de aluguel VIP Deluxe agradece a sua ligação, senhor.

Para economizar, Carlos contratou o Cabeça de Verruga, o assassino mais barato de seu bairro. Nada discreto, Cabeça de Verruga matou Marta com um facão de açougueiro enquanto ela estava caminhando pela feira livre. Marta caiu de bruços, em cima dos restos da barraca de peixe, com o rosto no chão e as pernas dobradas, o que deixou sua bunda à mostra e apontada para o ar, e o facão de açogueiro enterrado nas suas costas. Tudo isso em meio a vísceras de cação e restos de camarão. Não foi uma morte muito glamourosa.

Cabeça de Verruga foi rapidamente pego, e logo entregou Carlos como mandante do crime. Depois de passar quinze anos na cadeia, hoje Carlos dá palestras em empresas sobre a importância de não economizar em serviços importantes. Mas não por muito tempo, sua ex-amante e agora esposa já contratou a Assassinos de aluguel VIP Deluxe. Escolheu o pacote Tim Lopes.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

O Filho Mocorongo

- Cadê aquele idiota?

- No momento ele está descansando, senhora.

- Descansando? Descansando é o caralho! Em que quarto ele está, doutor?

- No 102, senhora. Mas insisto que ele precisa de descanso, a senhora precisa se acalmar, e...

- Ah, só o que aquele vagabundo faz é descansar! Eu vou é agora!

- Mas, senhora... Ah, que se foda, o cara é um idiota, mesmo...

- Tsc, tsc... Que figura patética...

- Mãe?! Porra, era pra dizerem que eu tava descansando! Mas que merda de hospital, hein?

- Você é realmente muito incompetente, não? Quando você vai fazer alguma coisa certa nessa vida, hein, filho? Essa foi o quê? A décima, décima primeira vez que você tenta se matar?

- Não... Foi a décima segunda.

- Décima segunda?! Puta merda, décima segunda! E mal ficou machucado em todas! Quanta mocoronguice, meu Deus!

- Pelo menos eu tô tentando...

- Doze vezes? Isso já virou hobby! Por que você não puxou ao seu pai? Aquele sim, era inteligente, competente, homem de verdade! Só precisou de uma tentativa; um revólver, uma bala, e PÁ!, problema resolvido. Ainda teve a decência de se matar na banheira, pra ficar mais fácil de limpar o sangue.

- Ah, de novo essa história?

- E seu avô, então? Mandou que o enterrassem vivo, já dentro do caixão, para não dar trabalho com o enterro. Que classe, meu Deus, que classe! Agora, você não, não sabe estudar, não sabe trabalhar, e nem se matar consegue!

- Mas eu tentei! Deus sabe que eu tentei!

- Tentou como?

- Pulei pela janela.

- Que janela?

- Da nossa casa.

- Mas nós moramos em um porão!

- Pode ser, mas eu disse que ia pular da janela e pulei.

- Mas a janela fica no nível do chão!

- Ora, e que culpa eu tenho? Eu pulei, porra! Se a gente morasse em apartamento, tava morto! Morto!

- Não é possível... Esse meu filho é retardado, mesmo... Bem que a parteira disse que a cabeça dele tinha um formato estranho. Ela disse: “Dona, é melhor sacrificar agora, antes que cresça e vire uma besta. Isso é obra do capeta...”. Mas eu ouvi? Não, não ouvi, e agora tô fadada a agüentar essa ameba o resto da minha vida, o dia inteiro deitado no sofá vendo Chaves e Escolinha do Golias!

- Desculpa, mãe... Mas da próxima vez prometo que não falho!

- Que não falha, o quê! Você sempre diz isso e as tentativas são sempre ridículas! Como aquela vez quando você era criança, bebeu um pote inteiro de liquid paper na frente de todos na escola: queria uma morte dramática e o máximo que conseguiu foi se cagar nas calças!

- Sim, foi patético... Eu sou mesmo patético...

- E aquela vez em que você tentou uma overdose comendo duas caixas de bombom de licor? De novo, só conseguir se cagar nas calças.

- Ai, meu Deus, como sou mocorongo...

- E ainda teve uma em que você tentou se envenenar com cogumelos, só que comendo os champignons do meu strogonoff! Ainda não entendi porque você se cagou nas calças nessa...

- Tudo bem, já chega, já chega! Para de falar! Não agüento mais isso!

- Que é isso, filho, para de gritar, estamos em um hospital...

- Eu sou mesmo um imbecil, um retardado, um completo idiota! Eu não mereço mais viver!

- Por favor, filho, não precisa exagerar...

- Não, mãe, a senhora está certa, eu nunca fiz nada que prestasse na minha vida! Cansei, mãe, cansei! Eu vou me matar e vai ser agora!

- Não filho, por favor, para!

- Agora!

- Para!

- Agora!!!

- Para!!!

- Agoraaaaaaaaaaaa...

- Ai, meu Deus! Meu filho, meu filho! Tão jovem, e... Peraí... O que foi que você fez?

- Arranquei o soro!

- O soro?

- O soro!

- E você acha que vai morrer por causa disso, animal?!

- Ué, não vou?

- Mas é claro que não!

- Ah, achei que fosse... Bem, décima terceira!

- Décima terceira...