quinta-feira, 29 de março de 2007

O Testemunho

- …e hoje, graças a Deus, eu tenho três Ferraris e uma namorada pornstar.

- Tão vendo, gente? Quando esse homem veio aqui participar do cordão dos 422 ele era um mendigo, gente! É A PALAVRA DE DEEEEUUUUUS!

- Aleluia, Aleluia!

- Agora vamos ao nosso próximo testemunho, outro testemunho da glória do sangue do corpo da cruz de Jesus Cristo nosso senhoooorrrrrr!

- Aleluia, Aleluia!

- Diga, meu jovem, você esteve aqui há dois anos participando do cordão dos 422, não esteve?

- Sim, pastor, estive sim.

- E como você estava naquela época, irmão?

- Eu estava bebendo muito, pastor, bebendo muito.

- Bebendo muito, gente... E que benção você veio pedir naquela noite, irmão?

- Vim pedir para parar de beber, pastor.

- Estão vendo? Esse homem vivia bebendo, gente. Era um cachaceiro, um pé de cana, um vagabundo, gente! Mas tudo mudou depois que ele participou do cordão dos 422, com a glória do senhor! Diga, irmão, diga para todos os que estão aqui hoje, o que aconteceu na sua vida depois daquela noite?

- Continuei bebendo.

- Continuou?

- Continuei. Continuei bebendo pra caralho. Bebi tanto que minha mulher saiu de casa com meus filhos, fui demitido do meu emprego em uma multinacional, e despejado de casa por falta de pagamento.

- É... Bem... Parece que está havendo algum engano... Você veio mesmo participar do cordão dos 422?

- Vim sim, pastor, vim sim.

- Pois ninguém sai do cordão dos 422 sem ser abençoado, irmão! Você deve ter conseguido alguma benção! Diga, o que aconteceu depois que você foi despejado?

- Fui morar na rua, passei a pedir esmola e continuei bebendo. Na verdade passei a beber mais ainda que antes.

- Mais do que antes?

- Mais do que antes.

- Mas irmão...(nesse momento o Pastor já não conseguia mais esconder o nervosismo, e suava como um gordo em um rodízio de massas)... alguma coisa de boa deve ter ocorrido depois do cordão dos 422... Precisa ter ocorrido... Vamos ver, como está a sua vida agora?

- Bem, depois de quase dois anos morando na rua, comendo do lixo, e bebendo feito um filho da puta, consegui fuder totalmente minha saúde. O doutor disse que é uma questão de dias para eu morrer, já que praticamente não tenho mais fígado e...

- Então quer dizer que você praticamente não tem mais fígado?

- Sim, praticamente não tenho mais fígado, estou à beira da morte e...

- Então agora eu peço para que o senhor diga, em alto e bom som, para que todo o mundo ouça, pela glória e o poder da salvação: Você continua bebendo?

- Hein?

- VOCÊ CONTINUA BEBENDO, IRMÃO? VOCÊ CONTINUA BEBENDO?

- Bebendo não, porra, bebendo não, mas já tô praticamente morto e...

- É A PALAVRA DE DEEEEEEEEEUUUUUS! DEEEEEEEEUUUUUS!

- Aleluia! Aleluia! Puta que o pariu, Aleluia!

quinta-feira, 22 de março de 2007

Eu Ajudo, e Você?

“…e com essa,as mortes já passam de vinte cinco mil.”

- Tsc, tsc, que absurdo, meu deus...

- Sim, realmente um absurdo.

- Aonde nós vamos parar?

- Não sei, realmente não sei.

- Se pelo menos as pessoas fizessem algo pelos outros, como eu!

- Sim, se pelo menos as pessoas fizessem algo... Espera aí, como você?

- Sim, como eu.

- Como assim? O que é que você faz pelos outros?

- Como assim, o que eu faço pelos outros? Não ouviu o que eu disse depois da notícia? Disse: Tsc, tsc, que absurdo meu deus...

- Ah, perdão, não tinha escutado...

- Ah, perdão, não tinha escutado... Humpf, isso que dá tentar fazer do mundo um lugar melhor...

quarta-feira, 21 de março de 2007

Paulo Coelho para Baixinhos


Oi, gente! Tio Paulo ta de volta, woohoo! Dei uma parada nas minhas férias pelo leste europeu para contar uma fábula muito legal pra vocês, que foi contada para mim por um mestre tibetano. Ou foi por um cafetão búlgaro? Bem, não importa, o importante é que é muito legal, com duas lesmas muito sapecas! Vamos à ela, criançada?


Duas lesmas tentavam atravessar a rua, porém o tráfego estava muito intenso:

- Poxa, lesminha número um, estamos aqui há mais de meia hora e ainda não conseguimos atravessar a rua!

- Pois é, lesminha número dois, mas como nós andamos muito devargazinho, temos que esperar a hora certa, em que não tenha nenhum carro ao alcance da nossa vista. Aí sim, quando não tiver nenhum carro ao alcance da nossa vista, nós estaremos seguras para atravessar!

- Puxa vida, lesminha número um, como você é esperta!

- Ah, obrigada, lesminha número dois, eu te amo!

- Ah, eu também te amo, lesminha número um!


E nesse momento parou um caminhão na beira da calçada, bem perto de onde as lesminhas estavam, tapando a visão delas da rua:

- Lesminha número um?

- Sim, lesminha número dois?

- Eu não estou vendo nenhum carro vindo na nossa direção, e você?

- É verdade, lesminha número dois, realmente não tem nenhum carro ao alcance da nossa vista.

- Então, vamos atravessar?

- Vamos!

E, alegres e serelepes, as duas lesminhas deram as mãos e atravessaram a rua. Foi quando um carro, que as lesminhas não conseguiram ver pois tinham a visão da rua tapada pelo caminhão, passou bem por cima delas. A lesminha número um morreu na hora. A número dois sofreu traumatismo craniano, e foi levada ainda com vida ao hospital, mas morreu quando os médicos descobriram que lesma não tem crânio.


Moral da história: se você não pode ver uma coisa, isso não quer dizer que ela não existe. Por isso, arrependam-se, infiéis, a sua hora está chegando! O juízo final chegará em breve, para jogar toda a ira naqueles que duvidam do que não vêem, dos que blasfemam, dos que pecam, e, principalmente, dos que não compram meus livros! Arrependei-vos, filhos das putas, arrependei-vos ou queimarão no fogo do inferno para sempre!!! Sempre!!! SEMPRE!!! SEMPREEEEEEEEEEEEE!!! AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHH!!!


Esse é o Titio Paulo dizendo boa noite, e até a próxima! Tchau, criançada, tchau!

quarta-feira, 14 de março de 2007

Namoro na Tv

- Bem, priscila, pode fazer sua primeira pergunta aos candidatos.

- Eu sou muito vaidosa, digam algo que me... que me... é... o que é que ta escrito aqui?

- Agrade.

- Ah, sim, digam algo que me agrade. Candidato número um?

- Pô, tipo, pela sua voz, assim, pô, ta ligado? Pô, já senti assim, que, pô, você é mó gata. Pô, tipo...

- Ta bom, obrigada. Candidato número dois?

- Viajei pelos sete mares, cruzei todos os continentes, só pra voltar e descobrir que você é o meu maior presente.

- Woohoo, legal, legal... Candidato número três?

- Trinta.

- É... Como?

- Trinta.

- Trinta? Essa é sua resposta? Que espécie de resposta é essa? Ô, Celso!

- É, bem, desculpe, Priscila, deve ter sido um erro da produção escolher esse candidato... Mas vamos continuar com o programa, qual é a sua próxima pergunta para os candidatos à namoro?

- Se eu te escolher, o que você vai fazer para me conquistar? Candidato número um?

- Pô, vou te pegar assim e, pô, te levo lá pras parada, aí... Pô, a gente vai junto, e tal, e come uns troço qualquer e, pô, você é muito gata, e...

- Ah, ta, entendi... Candidato número dois?

- É... Eu... É... Eu viajei pelos sete mares, cruzei todos os continentes, só pra voltar e descobrir que você é o meu maior presente.

- Ah, sim, claro, claro, já vi que to bem servida nessa porra... Nem quero perguntar, mas... Candidato número três?

- Trinta.

- Ah, porra, de novo?

- Trinta.

- Mas trinta o quê, porra, trinta o quê?

- Centímetros. Trinta centímetros.

- Trinta centímetros?

- É, trinta centímetros.

- Mas o quê tem trinta centímetros?

- Meu pau. Meu pau tem trinta centímetros.

- Seu pau?

- É, meu pau.

- Ah, é?

- É.

- Ah,ta...

- Bem, Priscila, novamente peço desculpas à você e aos nossos telespectadores, mas nosso programa é ao vivo, e às vezes esse tipo de coisa acontece e...

- Escolho o número três.

quinta-feira, 8 de março de 2007

Piada Sem Graça de Hospital VII

- E então, doutor, como foi a operação do meu marido?

- Do seu marido? Desculpe, mas quem é mesmo o seu marido?

- É o que veio fazer o transplante.

- Ah, sim, o do transplante. Não se preocupe, ele está ótimo.

- Puxa vida, é mesmo, doutor?

- Sim, a operação foi um sucesso.

- Ai, graças a Deus!

- Pois é, o fígado dele estava realmente muito mal, mas parece que ele aceitou o novo fígado bem e...

- O que? O fígado?

- Sim, o fígado novo que ele recebeu no transplante.

- Mas meu marido não veio fazer transplante de fígado.

- Não?

- Não, meu marido veio fazer transplante de cabelo.

- Ah, seu marido é o que veio fazer transplante de cabelo?

- É, ele mesmo.

- Ah, ta.. É, esse aí morreu.

- Morreu, é?

- Morreu.

- Ah, ta... Bem, antes morto do que careca, não é mesmo?

- Claro, claro, é o que eu sempre digo pros meus pacientes.

- Ah, é? O senhor tem muitos pacientes carecas?

- Não, tenho muitos pacientes mortos.

- Ah, ta.

sexta-feira, 2 de março de 2007

PIADA SEM GRAÇA DE HOSPITAL VI

- E então doutor, como está meu marido?

- Está bem...

- Está? Ai, doutor, que bom, nem acredito!

- Hein? O que disse? Só um minuto, querida, tem uma velha louca aqui no hospital. Está falando comigo?

- Sim, doutor, estou lhe agradecendo pelo meu marido, e...

- Marido? Que marido?

- Como assim? O meu marido, doutor, eu perguntei como ele está, e o senhor disse, "está bem..."

- Ah, não... Hahahaha, puta merda, que velha burra... Eu estava falando no celular com a minha mulher... Nem tinha ouvido o que a senhora disse.

- Ah, perdão, eu não tinha visto o celular e...

- Hahaha, querida, escuta essa! Tinha uma velha idiota aqui no hospital e...

- Mas, doutor...

- QUE É, PORRA?

- É que o senhor não respondeu como está o meu marido, e como eu estou muito preocupada, eu...

- E AINDA NÃO PERCEBEU QUE ESTOU NO CELULAR? QUANDO EU TERMINAR EU TE DIGO, PORRA!

- Ah, sim, doutor, desculpe, eu não queria atrapalhar, e...

- POIS AGORA É TARDE, NÃO ACHA? Vou te contar, viu, é uma falta de consideração, que, puta que o pariu... Mas enfim, querida, como eu ia dizendo, hoje fiz um birdie no buraco sete que...

15 minutos depois...

- ...e então eu disse, "pega o taco e enfia no cu!" Hahahaha... Ai, ai... É, eu sou foda, mesmo... Bem, querida, preciso ir. Tchau querida, beijos! Ai,ai...

- É... Doutor?

- Sim?

- O meu marido.

- O que tem ele?

- Gostaria de saber como ele está.

- E comé que eu vou saber, porra?

- Bem, o senhor não é o médico?

- Mas a senhora não dá uma dentro, hein? Claro que não, porra!

- Mas... Você está de branco, e eu pensei que...

- E pai de santo não usa branco?

- Ah, o senhor é pai de santo?

- Não.

- Ah, ta... Bem, desculpe novamente...

- Ta, ta, ta bom, velha chata da porra...

- Sra. Johnson?

- Sim, sim, doutor, sou eu, como está meu marido?

- Morreu.

- Morreu?

- Sim, há uns cinco minutos. Estávamos te procurando, ele queria ter uma ultima conversa com a senhora, algo sobre um dinheiro escondido... Mas, enfim, agora é tarde, não é mesmo?

- Sim, é verdade, é verdade... O senhor é proctologista?

- Sim, sou.

- Pode voltar daqui há cinco minutos?

- Sim, pra que?

- Pra tirar o celular do cu de um pai de santo.

- Claro, sem problemas.

- Obrigada.

- Estamos aqui pra isso.