quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

Piadas Sem Graça De Hospital

PIADA SEM GRAÇA DE HOSPITAL I

- E então, Doutor, meu marido vai voltar a andar?

- Sim, vai.

- Ai, graças a Deus!

- Mas só em cadeira de rodas.


PIADA SEM GRAÇA DE HOSPITAL II

- E então, Doutor, a operação já acabou?

- Sim, já terminamos.

- E onde está o meu marido agora?

- Depende, a senhora é católica ou espírita?


PIADA SEM GRAÇA DE HOSPITAL III

- E então, Doutor, meu marido vai continuar vivo?

- Claro, claro.

- Ai, graças a Deus!

- Ele estará sempre vivo em nossos corações.


PIADA SEM GRAÇA DE HOSPITAL IV

- E então, Doutor, como foi a operação do meu marido?

- Um sucesso.

- Ai, graças a Deus! E como está meu marido?

- Morreu.

- Morreu?

- Sim, morreu.

- Então por que a operação foi um sucesso?

- Porque o tumor que retiramos dele está firme e forte.

- Ah, que bom.


PIADA SEM GRAÇA DE HOSPITAL V

- E então, Doutor, como está meu marido?

- Pega o bisturi e enfia no cu!

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Especial Anual de Natal


Sim, leitores, o momento tão aguardado por todos vocês chegou: é natal e, conseqüentemente, é chegada a hora em que posso mostrar toda a minha ternura e genialidade com meu conto anual de natal. Sim, amigos, mais um ano se passou, um ano em que eu vendi ainda mais livros, fiquei ainda mais rico, fui ainda mais adorado, ainda mais iluminado, enquanto vocês... Bem, vocês... É... Bom, vamos para o conto. E já de antemão digo que não precisam agradecer, se Deus me deu esse dom magnífico de escrever como um gênio, eu não faço mais que a minha obrigação de dividi-lo com vocês, pobres almas perdidas.

Bate o sino pequenino, sino de Belém...

Já nasceu o Deus menino para o nosso be-em!

- Alberto, acabou de nascer o filho de Deus, cara! Você precisa dar a notícia pro Rei Melquior, cara! Contamos com você!

- Pô, mas o Rei Melquior mora longe pra caralho, não da pra pingar um pra condução?

- Pra você gastar em cachaça? Nem fudendo! Agora vai, o Rei precisa saber da notícia!

- Não se preocupe, o Rei terá a notícia ainda antes do natal! Nem que eu derrube montanhas, atravesse oceanos, nem que eu dê a bunda!

- Dê a bunda?

- Sim, dê a bunda!

- Ta bom...

E foi-se o bravo Alberto, disposto a enfrentar qualquer perigo para dar a noticia ao bravo Rei Melchior. E não tardou para começar a sua primeira aventura:

- Hei, hei, aonde você pensa que vai com essa pressa toda?

- Preciso dar a noticia do nascimento do filho de Deus para o Rei Melquior da Pérsia!

- Ah, legal, mas pra passar por aqui você tem que pagar pedágio.

- Pedágio? Mas eu não tenho nenhum dinheiro, será que não existe um meio de passar sem pagar o pedágio?

- Bem, a minha área de pedágio só vai até aquela pedra, então se você passar pelo lado dela eu não posso te cobrar.

- Ora, eu não tenho tempo de andar até onde está aquela pedra!

- Mas ela está só a dez metros de distância e...

- E se eu te der a bunda, você me deixa passar?

- Bem, sim, mas a pedra está a apenas dez metros e...

- Vamos logo, homem, que eu não tenho tempo!

- Ta bom...

E assim o bravo Alberto passou por seu primeiro apuro. Mal sabia ele que não seria o último...

- Parado! Isso é um assalto!

- Ai, meu Deus! Mas eu não tenho dinheiro!

- Nenhum?

- Nada, senhor, por favor, não me mate!

- Tudo bem, pode ir.

- Por favor, senhor, tenha piedade! Eu faço qualquer coisa, mas, por favor, não me mate! Eu não posso morrer!

- Não vou te matar, porra, já disse que você pode passar!

- Por favor, senhor, eu não tenho dinheiro! Mas... E se eu te der a bunda, você me deixa ir?

- Ai, caralho, já disse que você pode ir e...

- Por favor, senhor!

- Ta bom, porra, ta bom, abaixa as calças logo!

E com essa astúcia Alberto passou por mais um obstáculo em seu caminho. E foi no deserto que ele encontrou mais uma aventura. Estava caminhando quando tropeçou em uma lâmpada, esfregou-a e, para sua surpresa, de lá saiu um gênio:

- Obrigado por me libertar, amo. Como forma de agradecimento, te concedo três desejos.

- Ai, meu Deus, eu não tenho tempo para pedir desejos, eu preciso dar a notícia do nascimento do filho de Deus para o Rei Melquior da Pérsia, e ele mora longe pra caralho!

- Pois então, você pode pedir para se encontrar com o Rei Melchior, e em um piscar de olhos estará em seu castelo.

- Ora, gênio, por favor, eu não tenho tempo para toda essa burocracia! Será que não tem um jeito de me liberar?

- Te liberar? Mas eu não estou te prendendo, eu ia te conceder três desejos e...

- E seu eu te der a bunda?

- Mas amo, você não tem obrigação nenhuma comigo e...

- Vamos, me coma logo que eu não tenho tempo a perder!

- Ta bom...

Bravo como ele só, Alberto passou por todos os obstáculos de sua viagem, e olha que foram muitos, até que finalmente chegou ao castelo do Rei Melquior da Pérsia:

- Rei Melquior, viajei por três dias e três noites, sem comer e sem dormir, passei por todo tipo de apuro que um homem pode passar, mas tudo valeu a pena, pois posso lhe dar a grande notícia! Nasceu o...

- O filho de Deus, é, já to sabendo.

- Já?

- Ih, já... Faz tempo!

- Ah, é?

- É.

- Ah, ta.

- Aceita um cafezinho?

- Não, cara, valeu, já to indo.

- Pô, assim tão cedo? Paga um dez aí, cara!

- Pô, cara, valeu, mas tô saindo. Abração, cara!

- Falou, maluco!

Ano que vem tem mais. Do seu mestre supremo,

Paulo Coelho

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Ela é um Doce de Pessoa

- Gente, estamos aqui hoje, de baixo desse viaduto, por que recebemos uma denúncia terrível. Parece que alguém... Alguém não, algum monstro sem coração, deixou cinco filhotes de poodle abandonados de baixo desse viaduto imundo. Nós vamos procurar esses filhotes e... Ai meu Deus... Ai, gente... Tão ali, gente! Os filhotinhos abandonados, Gente! Numilidipiriquiqui (já chorando sem conseguir pronunciar as palavras)! Como é que alguém pode fazer isso com os cachorrinhozinhosninhonumilidipiriquiqui! Olha só que lugar imundo, gente! Olha só onde deixaram os cachorrinhozinhos! Filma em volta, Almeida! Quanto lixo e... Ah, não, que é aquilo? Não acredito, mendigos? Mendigos! Deixaram os cachorrinhozinhos do lado de mendigos! Já imaginou se eles pegam alguma doença, gente?

- Tem problema não, dona Luisa, nós já tamo acostumado com esses bicho e...

- CALA A BOCA, TRASTE! TÔ FALANDO DOS CACHORRINHOS, ANIMAL! SAI DAQUI, BICHO IMUNDO! XISPA, XISPA! Bem, continuando, olha que horror, gente, esses bichinhos tendo que conviver com esse tipo de gente e... Numilidipiriquiqui (novamente chorando sem conseguir pronunciar as palavras)! Mas não se preocupem, que a titia vai tirar vocês desse lugar, ta?

- Puxa, dona Luisa, brigado, finalmente alguém ta olhando pra gente e...

- PUTA QUE O PARIU, DE NOVO ESSE ENCOSTO AQUI? PORRA, ASSIM NÃO DA PRA GRAVAR! Ô PRODUÇÃO, ALGUEM TIRA ESSE ANIMAL DAQUI ANTES QUE ELE ME PASSE PULGA! O CACHORRO NÃO, PORRA, O MENDIGO, PORRA, O MENDIGO!

- Pôxa dona Luisa, mas eu só queria apertar a sua mão, eu sou seu fã e... Aaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiii! A piranha me mordeu! A Piranha arrancou meu dedo!


E lá estava ela, loira, rica e respeitada, de baixo de um viaduto, de quatro, espumando pela boca, e mastigando um dedo indicador. A pobrezinha se preocupou tanto com os amiguinhos animais que esqueceu da própria dose anual de anti-rábica.

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Domingo na TV

- Puxa, cara, viu o Faustão ontem? Ele entrevistou um...

- Faustão? Faustão? Você assistiu Faustão?

- Não, não... Bem, é que... Eu tava mudando de canal e...

- Mas você é mesmo um idiota, não? Por isso que só sai merda dessa sua boca nojenta, seu animal! Passa os domingos na frente da tv assistindo aquele depósito de banha! Eu tenho vergonha de te conhecer, ver-go-nha!

- Puxa, cara, você tem razão, eu sou mesmo um idiota...

- Idiota!

- Sim, sou um idiota mesmo... Desculpa.

- Idiota!

- Me desculpa... Vamos fingir que eu não disse nada, ta bom?

- Idiota!

- Ta bom. Mas e você, o que fez nesse domingo?

- Assisti o Gugu.

- Ah, é?

- É.

- Ah, ta.

domingo, 10 de dezembro de 2006

Compras de Natal

- Boa tarde, senhor. Em que posso ajudá-lo?

- Estou procurando um livro pra dar de presente de natal pra minha noiva.

- E que tipo de livro ela gosta de ler?

- O tipo?

- Sim, o tipo.

- Sabe, agora que você falou que eu percebi, acho que nunca vi ela lendo um livro na vida.

- Nunca?

- Nunca.

- Bom, então vamos para os best-sellers, são os favoritos dos ignorantes.

- Comé que é?

- O que, senhor?

- Ta chamando minha noiva de ignorante, vagabundo?

- Não, senhor, por favor, senhor, não foi minha intenção, senhor! Estou apenas tentando lhe ajudar!

- Pois agora tua mãe que vai ter que te ajudar a tirar as balas do cu, filho da puta!

- Calma, senhor, calma! Veja, que tal esse livro? “Bobby, um cãozinho trapalhão”?

- “Bobby, um cãozinho trapalhão”? É, acho que ela gostaria desse... É bonitinho, né?

- Sim, senhor, muito bonitinho. Agora pode me fazer um favor?

- Sim?

- Pode tirar a arma do meu cu?

- Ah, sim, desculpe.

- Estamos aqui pra isso. Bem, posso embrulhar pra presente?

- Espere... Agora que eu lembrei por que nunca vi ela lendo um livro na vida, ela é analfabeta de nascença.

- Ah, então leva esse.

- Paulo Coelho?

- É certeza dela gostar, senhor. Todos os analfabetos gostam.

- Maravilha, vou levar, então.

- Que bom, senhor, vou embrulhar e...

- Puxa, cara, agora que eu lembrei... Além de ser analfabeta eu nem tenho noiva.

- Ah, é?

- É.

- Ah, ta.

- Bom, feliz natal!

- Feliz natal e volte sempre!

Uma pena a noiva dele não existir, “Bobby, um cãozinho trapalhão” é exatamente o tipo de livro que ela gosta de ler. Apesar de ser analfabeta.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Delicioso esse assado

- Huuuummmmm...Puxa vida, dessa vez você se superou, Mariana. O melhor assado que eu comi na vida!

- É, realmente, dessa vez me superei, delicioso esse assado.

- É, realmente, delicioso esse assado. Mas, só uma pergunta, porque você está dando de mamar pra uma alcatra?

- Uma alcatra? Ai meu Deus, uma alcatra! Puta que o pariu, acho que eu assei o Júnior!!!

- Vo-você assou o Júnior? Hahahahahaha, caralho, só você pra confundir uma alcatra com o Júnior!

- AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!! Meu Deus!!! Eu matei meu filho!!! Meu único filho!!! Eu matei o Júnior!!!

- Hahaha, você tinha que ver, Mariana! Muito engraçado você dando de mamar pra uma alcatra! Impagável, impagável...

- Cadê a arma, a arma? Eu vou me matar, com a arma. Vou, vou me matar, sim, com a arma. Sim, vou, vou sim, com a arma.

- Ah, relaxa aí, Mariana. Filho depois a gente faz outro. Mas vem cá, o que você fez de sobremesa? Pudim de chocolate? Mas você não confundiu a lata de leite condensado com o cachorro, não, né? Hahahahaha! Vê lá, hein? Hahahahaha!

- Ta aqui a arma. Pá!

- Pô, Mariana, não sabe brincar não brinca!

E, com muito carinho e ternura, ele criou sozinho o pedaço de alcatra, que hoje é um dos membros mais respeitáveis da O.A.B.