quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Uma Festa da Pesada

“Hoje à noite: sexo drogas e rock’n roll. Não perca! Apenas R$20,00 e tudo liberado”.

- Toc, toc.

- Sim?

- Olá, vim para a festa.

- Que festa?

- A que está nesse cartaz, sexo, drogas e rock’n roll.

- Ah, sim, essa festa. Mas o pagamento é adiantado.

- Aqui está.

- Entre, entre.

- Mas onde ta todo mundo?

- Que todo mundo?

- Da festa!

- Na verdade você foi o primeiro a chegar.

- Mas já são duas da manhã!

- Ah, sabe como é, né?As pessoas gostam de vir tarde pra essas festas, né?

- É, acho que sim...

- Pode se servir, a bebida é liberada.

- Mas aqui só tem Fanta Uva e Mineirinho.

- É isso aí, cara, Fanta Uva e Mineirinho, cara, Fanta Uva e Mineirinho! Woohoo!

- Porra, mas e o Álcool?E as drogas?

- Psssss... Ta aqui, ó, cara...

- Que isso? Bombom?

- Psssss... Bombom de licor, cara, bombom de licor...

- Ah, vai pra puta que o pariu, me devolve o dinheiro que eu to indo embora.

- Mas e o sexo, cara, não vai querer o sexo?

- Que sexo, não tem mulher nenhuma aqui!

- Bom, de carne e osso não, mas eu tenho essa coleção de revistas...

- Marie Claire?

- Pode usar à vontade, cara, o banheiro é na segunda à direita.

- Eu não quero, porra, não quero! E quer saber, fica com o dinheiro, to saindo fora! Porra, era só o que me faltava, Marie Claire e... Peraí, peraí... Isso que ta tocando é...

- É isso mesmo. Glenn Miller, cara... Glenn Miller...

- Bom, talvez eu fique mais um pouco...

E passaram a madrugada se embriagando com os bombons de licor e dançando coladinhos ao som de “Moonlight Serenade”. Foi a noite mais mágica de suas vidas.

sábado, 25 de novembro de 2006

Inimigo Oculto

- Puxa vida, um rolo de papel higiênico como presente de inimigo oculto? Muito original, Fonseca, realmente muito original.

- Mas não vai usar aqui na frente de todo mundo, hein Sanchez? Hehehe...

- Ah, sim, muito boa, Fonseca, muito boa... Bom, creio que chegou minha vez, vamos ver quem advinha. O meu inimigo oculto é... É... Ele é muito... Gosta de... Ah, foda-se, é o Onassis!

- Sou eu? Puxa, que honra, Sanchez!

- Aqui está seu presente de inimigo oculto, amigão.

- Veja só, veja só, é uma caixa bem grande. E está vazando algo vermelho do fundo... Já sei, é uma garrafa de vinho?

- Não, não, abre a caixa e verá.

- Um sorvete de morango?

- Não, abre a...

- Refresco de groselha?

- Abre logo a porra da caixa!

- Vamos ver, vamos ver... Puxa, quem deu esse nó, hein? Vou abrir com cuidado para não estragar a embalagem... Estou abrindo, estou abrindo...E é uma... É uma... PUTA QUE O PARIU, É UMA CABEÇA HUMANA!!!

- Não é só uma cabeça humana, Onassis. É a cabeça da sua avó!

- É a... Cabe... Mi... Vó... Hahahaha, você me deu de inimigo oculto a cabeça da minha própria avó?

- Hehehe, precisava ver sua cara quando viu que a cabeça era da sua avó! Impagável, Onassis, impagável.

- Hahaha, realmente nessa você me pegou, Sanchez... E eu que achei que tinha exagerado dando uma cueca do ursinho Puff pro Antunes! Genial, Sanchez, genial.

- E você nem imagina o trabalho que deu pra conseguir essa cabeça, Onassis. Tive que fingir ser entregador de farmácia para sua avó me deixar entrar em casa. Como não tinha armas, a solução foi tentar matá-la com suas próprias muletas. E vou te falar, sua avó era dura na queda, hein? Foram uns vinte minutos de coronhadas constantes na cabeça até que finalmente a velha morreu. E pra cortar o pescoço, então? Impressionante como ela não tinha uma faca afiada em toda a casa.

- Puxa vida, Sanchez, todo esse sacrifício só para fazer essa brincadeira comigo? Porra, Sanchez, você é o cara, Sanchez, você é o cara... Ao contrário do idiota do Fonseca. Dar papel higiênico de inimigo oculto, que brincadeira mais sem graça...

- É, o Fonseca é mesmo um idiota...

E o Fonseca saiu correndo da sala para chorar sozinho no banheiro masculino. Foi o pior inimigo oculto da sua vida.

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Cada um tem o Deus que merece

- Deus? Oh, meu Deus, responda-me, que eu preciso de ti!

- Oi, fala.

- De-Deus? É o Senhor mesmo?

- Não, é a sua mãe, não ta reconhecendo a voz, não? Claro que sou eu, porra, não me chamou?

- Ma-mas, é o Deus de verdade? O criador do céu e da terra?

- Bem, na verdade isso é só um sonho, então eu sou uma representação de Deus tirada do seu subconsciente e... E foda-se, pergunta logo o que você quiser que você ainda tem dois sonhos eróticos e um com a sua mãe morrendo esperando na fila. Aliás, cuidado pra não chegar todo melado no sonho com a sua mãe morrendo, hein? Hahahaha!

- Hã?

- Nada, diz logo o que você quer!

- Bem, sabe o que é?

- Não, não sei o que é.

- É que não era essa a imagem de Deus que eu esperava. Eu esperava algo mais... É... Mais bondoso... Ou mais simpático, pelo menos.

- Ah, ele quer alguém mais bondoso... Mais simpático... Que tal o padre Marcelo?

- Puxa, legal, eu gosto do padre Marcelo.

- Ah, que bom, então eu posso virar o padre Marcelo, e começar a cantar, a bater palma e a rebolar!

- Sim, isso seria ótimo!

- Ou eu posso me irritar, te mandar pra puta que o pariu e misturar teus sonhos eróticos com o da morte da tua mãe! Que tal isso, hein?

- Não, não, desculpe, pelo Seu amor, o Senhor está bem assim.

- Então pergunta logo!

- Deus, existe vida após a morte?

- Ah, eu sabia! Todo esse parto pra ele fazer essa pergunta idiota! Escuta, porque você não se preocupa em viver ao invés de se preocupar com a morte? Se eu joguei todas essas coisas no mundo é pra vocês homens idiotas usarem, caralho! Não devia ter criado essa raça de ressaca...

- Mas o que fazer, meu Deus? Me mostra um caminho!

- Você ta achando que isso aqui é o que? Um texto do Paulo Coelho? Procura sozinho, porra! Vai fazer o que você gosta, corre atrás dos seus sonhos e não me enche o saco! O que tem depois da morte você vai descobrir quando morrer. Deve ser por isso que você tem ejaculação precoce, não sabe esperar! Agora chega, já passou da minha hora e o sonho erótico já ta pronto pra entrar. Mas semana que vem tem mais, eu aqui no meu velho e querido banco, você aí na sua cama fedida, por que?

- Deus é o Carlos Alberto de Nóbrega?!

- Claro que não, sou só um fã. Vai ser burro assim no inferno...

- Deus, espere, espere, Deus! Eu preciso de respostas! Eu preciso de respostas!

- Toc-toc.

- Quem é?

- As mulheres do seu sonho erótico.

- Ah, que se foda, entrem

E ele decidiu seguir o conselho de Deus e correr atrás de seu maior sonho: comer a Silvia Saint. Não conseguiu, mas pelo menos conheceu Praga. Uma bela cidade, realmente.

sábado, 18 de novembro de 2006

Sexo e Super Trunfo

- E o que você deseja saber sobre seu futuro?

- Bom, não sei, na verdade eu nem acredito muito nessas coisas, é a primeira vez que eu venho num cartomante e...

- SILÊNCIO! Preciso me concentrar.

- Sim, é que eu não estou acostumado, é a primeira vez que eu...

- CALA A BOCA, PORRA!

- Hã? Cala a boca? Está bem...

- Sim, já estou vendo.

- O quê?

- Algo no seu futuro.

- O quê?

- Algo que vai acontecer com você no futuro.

- Bom, então diga.

- Você vai dar a bunda.

- O QUÊ? Então é pra isso que eu vim aqui? Pra ouvir que eu vou dar a bunda?

- Sim, você vai dar a bunda.

- Ora, eu nunca fui tão insultado na minha vida! Saiba que eu tenho mulher e filhos, e sou um advogado de renome!

- Bom, mas vai dar a bunda.

- Mas a culpa é minha, quem mandou vir nessa merda, o cara lê o futuro com baralho de super trunfo! Eu sou um otário mesmo, puta que o pariu...

- Sim, você vai dar a bunda, sim. E digo mais, você vai gostar.

- Ah, essa foi demais, vai pra puta que o pariu! Agora sim, vou te processar e te denunciar na ACB (associação dos cartomantes brasileiros), seu filho da puta!

- Sim, você vai gostar, sim. Você vai gostar...

- Ora, que espécie de cartomante é você? É assim que você trata seus clientes?

- Ei...

- Que foi?

- Vai dizer que você não gostou?

- O quê? Eu não sou obrigado a ouvir isso, e...

- Ah, vai? Você gostou de ouvir isso, não gostou?

- Bem, eu...

- Gostou, gostou sim, não gostou?

- Eu...

- Hein?

- É, acho que sim... É, vou gostar, sim... Puxa vida, eu vou dar a bunda, nem acredito! Obrigado, muito obrigado, você é ótimo, maravilhoso! Quanto eu lhe devo?

- Nada, nada...

- Ora, por favor, eu insisto!

- Bem, já que você insiste, poderia me dar uma coisa...

- A bunda?

- A bunda.

E viveram felizes para sempre, dando a bunda e jogando super trunfo.

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

Me diga, papi...

- Papai, quê que é alcoólatra?

- Alcoólatra?

- Sim, alcoólatra.

- Alcoólatra é... Bêbado em inglês, eu acho.

- Ah, ta... E você é alcoólatra, papai?

- Não, filho, não. Papai é cachaceiro. Ca-cha-cei-ro.

- Ah, ta... Papai?

- Diga, filho.

- Posso ser cachacheiro também?

- Não, filho, não... Só os papais são cachaceiros, você ainda é muito pequenininho. Agora vai

fumar crack com os amiguinhos, vai?

- Ah, ta bom, papai...

- Crianças...

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

Sonho caótico

- Tive um sonho muito estranho ontem.

- Outro?

- Sim, outro. Mas esse foi o pior. Tenho até medo de lembrar...

- Calma, não tenha medo, lembre-se que o medo é o pior inimigo da... da... é... bom, não lembro, mas é um grande inimigo de alguma coisa importante.

- Sim, tem razão, preciso enfrentar meus medos, não é?

- Claro, por quê não?

- Sim, vou contar. Vou, vou contar, sim.

- Pois conte.

- Foi o pior pesadelo da minha vida. Sonhei que estava sozinho em casa, deitado nu na cama, quando toca a campainha. Abro a porta nu, e entra a Hebe Camargo, também nua, e...

- Espera, espera... A Hebe Camargo? Nua?

- Sim...

- Caralho... Mas continue.

- Bom, entrou a Hebe Camargo nua, com uma garrafa de champagne. Começamos a beber, e é uma champagne muito boa, caríssima, e papo vai, papo vem, começamos a nos beijar.Aí então...

- Ah, não, vai se foder! Você começou a beijar a Hebe Camargo?

- Sim...

- Puta merda, cara... Mas continue.

- Bem, estávamos nos beijando, e foi muito estranho, porque ela estava sem dentadura, e seus lábios estavam muito murchos e secos, me senti com a boca no saco de um velho. Comecei a acariciá-la e demorei um pouco pra achar seus seios, mas depois de um tempo percebi que eles estavam perto dos calcanhares. Não demorou muito e já estávamos na cama, e eu peguei e...

- Não, para, vai se foder, para, não agüento mais! Fica pior que isso?

- Sim...

- Meu Deus do céu, isso é o inferno! Puta que o pariu... Vai, termina de contar logo essa porra.

- Bem, estávamos na cama, eu e a Hebe, e eu... Bem, eu... Não, não posso contar, é muito horrível, meu Deus!

- Não, agora você vai contar até o fim!

- Mas é horrível demais...(Tentando prender o choro)

- Não, seu puto, vai contar! Vai contar!

- Tudo bem, eu conto, eu conto... Eu pedi pra ela mijar em cima de mim! Eu pedi pra Hebe Camargo mijar em cima de mim, porra! Meu Deus, a Hebe Camargo!(Sem controlar o choro)

- PUTA QUE O PARIU!VOCÊ É DOENTE, CARA!

- Sim, eu sei, eu sei!(Chorando descontroladamente)

- Eu já ouvi muita loucura na minha vida, mas pedir pra ser mijado pela Hebe Camargo? Isso é a pior coisa que eu ouvi na minha vida! Caralho, é a pior coisa que eu ouvi na minha vida!

- Ae, mes Deuch!(Chorando sem conseguir pronunciar as palavras)

- Depois disso só tenho um conselho pra te dar. Se mata, cara. Por favor, se mata.

- Me matar?

- Por favor, se mata. Vai tomar no cu e se mata. Faz um favor pra humanidade e se mata.

- É... Você está certo... Vou me matar...

- Isso, se mata. Mas agora saia do meu consultório, verme nojento.

- Ae mês Deusch! Ahcheachecachhe...(Desesperado, sem conseguir pronunciar as palavras e chorando até pelo cu).

E foi nesse dia que decidi que seria melhor parar de fazer terapia.,

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

O Pastor e a senhora paralítica

- E há quanto tempo a senhora está nessa cadeira?

- Há vinte anos, pastor.

- Há vinte anos numa cadeira de rodas, gente. Tão vendo? Isso é o encosto que não deixa ela andar, que não deixa ela se locomover, que não deixa ela exercer o direito sagrado de ir e vir! Mas agora eu te pergunto: a senhora quer voltar a andar?

- Ah pastor, se Deus quiser, é o que eu mais quero.

- O que? A senhora falou muito baixo, acho que Jesus não te ouviu, repita.

- É o que eu mais quero!

- Mais alto, em nome de Jesus!

- É o que eu mais quero, Jesus!!!

- Mais alto!!!

- É O QUE EU MAIS QUEROOOOOOOO!!!!!!!

- ENTÃO LEVANTA-TE E ANDA, EM NOME DE JESUS!!!!!!!!ANDA!!!!!

- AAAAAAAAAAHHHHHHHHHH!!!

E a senhora levantou, mas não andou. Foi direto para o chão, caindo de nariz, deixando uma poça de sangue sob os sapatos do pastor. Os fiéis assistiam a tudo chocados. O templo ficou alguns segundos sob um silêncio infernal, até que o pastor, limpando seus sapatos, não se conteve e gritou:

- Porra, quem foi o retardado que me trouxe uma velha aleijada, caralho? Tão querendo que eu faça milagre, porra?

Outra vez um silêncio infernal. Mas dessa vez um outro tipo de silêncio, do tipo que se ouve depois que alguém pergunta para um médico, “E então, doutor, é grave?”.

Até que finalmente um fiel quebrou o silêncio, levantou-se e gritou:

- Esse pastor num é milagreiro porra nenhuma! Vamos matar esse filho da puta!!!

Não deu nem tempo do pastor se defender. Centenas de crentes alucinados voaram para cima do homem indefeso. Os que não conseguiram entrar no bolo para bater gritavam palpites de como torturar o pobre desgraçado:

- Chuta o saco dele!

- Faz ele comer a bíblia!

- Enforca ele com a gravata de seda!

- Enfia a cruz no cu dele!

Era como se todos os anos de sacrifícios sem pecados explodissem numa onda de maldade e violência. Mas nem tiveram tempo de torturá-lo, em pouco tempo já nem se reconhecia mais um homem, apenas vísceras em meio a tufos de cabelo e um terno rasgado.

Mais alguns instantes de silêncio infernal, até que o mesmo crente gritou:

- Vamos pegar o dinheiro dos dízimos de volta do cofre!!!

- E quem sabe onde fica o cofre?

- Eu sei, fica no camarim do Pastor!

E a multidão de ex-crentes alucinados correu para o camarim do defunto, mas já era tarde demais. No camarim restavam apenas uma televisão, cinco DVDs da Silvia Saint, um cofre aberto e vazio e uma cadeira de rodas abandonada.

Para não sair de mãos abanando, o crente que liderou a revolta pegou os cinco DVDs da Silvia Saint.

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Ele é tão sentimental...


Em uma de minhas muitas viagens ao leste europeu, onde gosto de praticar arco e flecha nos quintais de minha mansão no interior da República Tcheca, um de meus milhões de fãs me contou uma história muito interessante que decidi compartilhar com meus milhões de leitores. Uma história sobre humildade e simplicidade.


Certa vez, nos confins do Tibet, um jovem monge andava muito triste e deprimido. Estava se tornando chato, passava o dia cantarolando músicas de uma nota só, todas sobre cornice, e estranhamente uma franja crescia sobre sua testa. Sem saber o que fazer, o jovem monge foi falar com seu mestre.

- Mestre, ando muito triste.

- O que foi jovem monge? Pode se abrir aqui com seu mestre.

- Bom, é que...Tenho vergonha de dizer...

- Jovem monge?

- Sim?

- Sou eu aqui, cara! O mestre! Pode se abrir comigo, cara!

- Sim, tem razão, obrigado mestre.

- Agora diz, o que tanto te aflige?

- Sabe mestre, foi uma garota.

- Uma garota?

- Sim mestre. Sabe, eu me encontrei com uma garota uma vez, dei meu telefone para ela, e ela nunca me ligou, mestre.

- Mas jovem monge, nós não temos telefone.

- Eu sei, mas isso não me impede de me sentir traído, sabe mestre?

- Sei...

- Foram minutos tão lindos que passamos juntos...Por que ela me abandonou, meu Deus? E de lá para cá não consigo tirar essas músicas estranhas da cabeça, todas falando de cornice, abandono...

- Jovem monge, deixe-me perguntar uma coisa.

- O que quiser, mestre.

- Você é emo?

- Emo?

- Sim, emo.

- Não, mestre, não existem emos nos confins do Tibet. Aqui não pega MTV.

- Então tome isso.

- O que é isso, um amuleto?

- Não.

- Alguma espécie de objeto que vai me ajudar a refletir e meditar?

- Não.

- Algo para me dar forças para sair da depressão?

- Não.

- Alguma metáfora que vai me ensinar uma importante lição?

- Não.

- Então o que eu faço com isso?

- Enfia no cu! NO CU!!!

Paulo Coelho