segunda-feira, 16 de outubro de 2006

Crítica : Nude Bowling Party

Por algum motivo desconhecido, esse foi o único filme do diretor J.L. Williams. Talvez, como gênio perturbado que era, Wiiliams tenha ficado com medo de não fazer algo com a mesma relevância e mágica de Nude Bowling Party, certamente o maior filme de todos os tempos.

Com seu elenco estrelar (Sara St. James mais três outras mulheres), Nude Bowling Party conta a emocionante história de uma partida de boliche que parece não ter fim. Dois times lutam ferozmente por um prêmio que só nos é revelado no final, criando um clima de suspense que beira o insuportável, e uma excitação quase enfartante. Certamente isso se deve às grandes atuações, especialmente a de Sara St. James, que simula perfeitamente um desinteresse estratégico na partida, apenas para nos surpreender no final.

A genialidade de Williams nos enquadramentos faz uma clara referência à Pasolini em “O Evangelho Segundo São Mateus”, já que em muitos momentos Williams posiciona a câmera em ângulos estranhos, como atrás de barras que obstruem nossa visão, e o que para o olho leigo pode parecer algo mal feito, na verdade praticamente nos coloca dentro da pista, como se fôssemos um espectador que chegou tarde ao evento e não conseguiu um bom lugar. Pura mágica neo-realista.

Sem mais, uma obra-prima do cinema nudista esportivo

Nota 10 de 10

Um comentário:

Tácio disse...

Me falaram hoje um bom filme pra você fazer uma crítica: "O Buceteio".
Acho q é assim q se escreve.